Hello, cold world

Hello, cold world

Finalmente me rendi à regra atual de que ‘se você quer ser jornalista, tem que ter um blog’. Não sei se quero ser jornalista como está definido no dicionário ou nos formatos que estão postos. O que eu quero é ter um teto sobre minha cabeça e bancar meu vício por sushi e Mc Donalds, e a única arma que me é natural é a escrita. Inexperiente, sim. Medrosa também, mas é o que sei fazer: me expressar.

Não sou nova nas redes sociais. God only knows quantos Fotologs tive, blogs que nem lembro o login; tenho Facebook, Instagram, Twiter, Tumblr, Pinterest (esse ainda estou entendendo a utilidade). Mas sempre preferi os diários à mão. Diários não precisam fazer muito sentido e o mundo não vai te julgar. São apenas uma forma de vomitar seu dia num papel, guardar no armário, achar depois de anos e agradecer por ter evoluído emocionalmente. Ocasionalmente sua mãe curiosa vai ler seu diário e isso vai ter tema de grandes confusões, mas não costuma passar disso. Isso é um poema? Uma crônica? O diário não se importa. O mundo sim, ele quer colocar todo e qualquer pensamento externado em uma caixa, exigindo sentido, forma, propósito. Acho que nem tudo precisa ter um propósito além da vontade de realizar o ato, muito menos um formato. Mas isso aqui tem propósito: quebrar barreiras emocionas, me fazer enfrentar medos e evoluir.

Resolvi que 2015 seria o ano em que mudaria minha vida. Para começar, saí do conforto da minha casa (dos meus pais), tranquei a faculdade, saí de um emprego que não me satisfazia e vim pra São Paulo, precisamente São José dos Campos. Pensei sair de Natal para outro interior seria mais fácil, menos assustador. E foi. Mas nada na minha vida é fácil por muito tempo, o destino (?) adora puxar meu tapete quando eu estou desatenta e acho que tá tudo bem. Eu já deveria estar acostumada com isso, porém sempre levo tombos ridículos. E no chão é onde estou agora. Vou para a real São Paulo, com grana curt(íssim)a, no verdadeiro “é agora ou nunca”. As circunstâncias que estão me obrigando a isso não importam muito, mas parte de mim quer usar essa ‘oportunidade’ como impulso para o meu grande objetivo que sempre foi conseguir meu lugar em SP. Não sei como isso vai acontecer, nem se vai mesmo. Sei que vou tentar.

Transformações drásticas como essa são difíceis para qualquer um, mas especialmente para alguém que é tão perfeccionista e que exige tanto de si quanto eu. O medo de falhar é uma realidade, os caminhos que pretendo seguir são complicados e cheios de barreiras, mas tentar é a única opção. Então, como parte desse processo de mudanças catárticas, jogarei para o universo um pouco da minha mente ranzinza, sonhadora e sentimental. Não prometo que fará sentido, mas vou TENTAR.